Blog criado como parte das atividades da turma do 1º ano B do Colégio Estadual Clóvis Adolpho Stolze do componente curricular de Educação Digital e Midiática de 2025, sob responsabilidade e orientação da Profª Camila Lelis.
quarta-feira, 10 de setembro de 2025
Itapebi (BA): saneamento básico, lixo e animais nas ruas — onde estamos e o que falta fazer
Componentes: Geovany, Isa Mara, Kawane e Ítalo.
Itapebi, no Extremo Sul da Bahia, tem pouco mais de nove mil habitantes e registra avanços pontuais na coleta de lixo e no abastecimento de água. Mas ainda carece de informações oficiais sobre esgoto e drenagem, e enfrenta problemas crônicos como descarte irregular e presença de animais abandonados nas vias. Planos existem — do municipal ao estadual —, porém a execução segue como desafio.
A cidade e seu tamanho
Segundo o IBGE, Itapebi tem 9.174 moradores no Censo 2022 e área territorial de 1.031,879 km².
Água, esgoto e drenagem
Levantamento do Instituto Água e Saneamento, com base no SNIS, aponta que 78,74% da população é atendida com abastecimento de água — algo próximo da média baiana —, o que deixa cerca de 1.950 moradores sem acesso. Para esgotamento sanitário e drenagem urbana, não há dados declarados no SNIS para o município, o que dificulta medir cobertura, perdas e qualidade do serviço.
Há registro formal da instituição do Plano Municipal de Saneamento Básico (PMSB), com consultas públicas realizadas, mas os documentos mais recentes disponíveis são anteriores e tratam de etapas de elaboração e consulta, sem evidências públicas de consolidação da lei e execução orçamentária do plano.
No âmbito estadual, o Plano Estadual/Regional de Saneamento referencia metas e ações para o Extremo Sul (onde Itapebi está), reforçando a necessidade de integrar água, esgoto, resíduos e drenagem; ainda assim, a concretização no nível local depende de projetos e contratos municipais.
Lixo: cobertura é alta, mas persistem vazios e descarte irregular
Nos resíduos domiciliares, a cidade atinge 93,74% de atendimento com coleta, mas cerca de 538 pessoas seguem sem ter o lixo recolhido regularmente, e não há informação oficial sobre coleta seletiva. A falta de dados sobre destino final (aterro, transbordo ou lixão) e reciclagem impede avaliar impactos ambientais.
Historicamente, há registros de licitações para coleta urbana, o que indica terceirização ou contratação do serviço ao longo dos anos; o desafio atual, porém, é qualificar o sistema (rota, frequência, varrição, educação ambiental e disposição final ambientalmente adequada).
O plano de governo 2025–2028 menciona metas como criar coleta seletiva, capacitar catadores, buscar consórcio/aterro sanitário e fossas sépticas ecológicas para áreas rurais — promessas que, se executadas, podem atacar pontos sensíveis do saneamento local.
Animais abandonados: um problema de saúde pública
Itapebi não divulga, em canais oficiais, estatísticas próprias de população de cães e gatos de rua ou ações permanentes de castração. Na escala regional, uma Unidade de Vigilância em Zoonoses sediada em Porto Seguro atende municípios vizinhos — incluindo Itapebi —, atuando em recolhimento pontual, vacinação antirrábica e educação, mas com capacidade limitada.
O plano de governo municipal também promete “construir local de acolhimento e proteção aos animais de rua” e ações de educação ambiental, o que, se saírem do papel, pode reduzir o abandono e melhorar o bem-estar animal.
O que falta — e o que dá para fazer já
Publicar dados completos no SNIS (esgoto, drenagem, resíduos e água) e no portal da transparência local, com metas e indicadores trimestrais.
Executar o PMSB (obra + operação) e integrar com o plano regional, priorizando esgoto e drenagem, hoje sem dados públicos.
Detalhar o sistema de resíduos: rotas, frequência, pontos de transbordo/destino, e implementar coleta seletiva com inclusão de catadores.
Programa contínuo de controle populacional de cães e gatos (castra móvel regional, convênios, campanhas) e estrutura municipal de acolhimento transitório com política de adoção responsável.
Nota da redação
Esta reportagem utilizou dados públicos e documentos oficiais disponíveis online até 19/08/2025. Nos casos em que não existem dados municipais publicados (por exemplo, esgoto e drenagem), o texto registra explicitamente a ausência de informação oficial, que por si só é um problema de gestão e transparência. Se você possui documentos ou dados recentes sobre Itapebi (relatórios de operação, contratos, fotos de pontos críticos, rotas de coleta), envie para que a cobertura seja atualizada.
Jornalismo Esportivo
Componentes : João Victor, Mickael, Ênio Jr., Guilherme
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