Bem-vindos ao blog do 1° Ano B! Aqui, as alunas e os alunos colocarão em prática aquilo que aprendem em sala: pesquisar, entrevistar, escrever, editar e comunicar com responsabilidade, criatividade e senso crítico. O blog é um espaço de expressão, autoria e construção coletiva do conhecimento. Ao longo dos meses, você encontrará aqui reportagens, textos, entrevistas, vídeos, fotos e notícias produzidas pelos estudantes. Os temas serão diversos, sempre ligados à realidade dos jovens, à escola, à comunidade e ao mundo em que vivemos. Nosso objetivo é desenvolver o olhar crítico, a sensibilidade para a informação de qualidade e o respeito pelas múltiplas vozes que compõem a sociedade. Afinal, ser um cidadão no século XXI é também saber ler, produzir e circular conteúdos de forma ética e consciente. Seja bem-vindo e aproveite para ler, comentar e compartilhar as ideias da nossa turma!

quarta-feira, 10 de setembro de 2025

Jornalismo Esportivo


 Componentes: João Victor, Mickael, Ênio Jr., Guilherme

Denúncia: Lixo em toda parte


 Componentes: Ana Clara, João Lucas, Jhemily, Natiele

Itapebi (BA): saneamento básico, lixo e animais nas ruas — onde estamos e o que falta fazer

Componentes: Geovany, Isa Mara, Kawane e Ítalo.


 Itapebi, no Extremo Sul da Bahia, tem pouco mais de nove mil habitantes e registra avanços pontuais na coleta de lixo e no abastecimento de água. Mas ainda carece de informações oficiais sobre esgoto e drenagem, e enfrenta problemas crônicos como descarte irregular e presença de animais abandonados nas vias. Planos existem — do municipal ao estadual —, porém a execução segue como desafio.


A cidade e seu tamanho

Segundo o IBGE, Itapebi tem 9.174 moradores no Censo 2022 e área territorial de 1.031,879 km². 


Água, esgoto e drenagem

Levantamento do Instituto Água e Saneamento, com base no SNIS, aponta que 78,74% da população é atendida com abastecimento de água — algo próximo da média baiana —, o que deixa cerca de 1.950 moradores sem acesso. Para esgotamento sanitário e drenagem urbana, não há dados declarados no SNIS para o município, o que dificulta medir cobertura, perdas e qualidade do serviço. 

Há registro formal da instituição do Plano Municipal de Saneamento Básico (PMSB), com consultas públicas realizadas, mas os documentos mais recentes disponíveis são anteriores e tratam de etapas de elaboração e consulta, sem evidências públicas de consolidação da lei e execução orçamentária do plano. 

No âmbito estadual, o Plano Estadual/Regional de Saneamento referencia metas e ações para o Extremo Sul (onde Itapebi está), reforçando a necessidade de integrar água, esgoto, resíduos e drenagem; ainda assim, a concretização no nível local depende de projetos e contratos municipais. 


Lixo: cobertura é alta, mas persistem vazios e descarte irregular

Nos resíduos domiciliares, a cidade atinge 93,74% de atendimento com coleta, mas cerca de 538 pessoas seguem sem ter o lixo recolhido regularmente, e não há informação oficial sobre coleta seletiva. A falta de dados sobre destino final (aterro, transbordo ou lixão) e reciclagem impede avaliar impactos ambientais. 

Historicamente, há registros de licitações para coleta urbana, o que indica terceirização ou contratação do serviço ao longo dos anos; o desafio atual, porém, é qualificar o sistema (rota, frequência, varrição, educação ambiental e disposição final ambientalmente adequada). 

O plano de governo 2025–2028 menciona metas como criar coleta seletiva, capacitar catadores, buscar consórcio/aterro sanitário e fossas sépticas ecológicas para áreas rurais — promessas que, se executadas, podem atacar pontos sensíveis do saneamento local. 


Animais abandonados: um problema de saúde pública

Itapebi não divulga, em canais oficiais, estatísticas próprias de população de cães e gatos de rua ou ações permanentes de castração. Na escala regional, uma Unidade de Vigilância em Zoonoses sediada em Porto Seguro atende municípios vizinhos — incluindo Itapebi —, atuando em recolhimento pontual, vacinação antirrábica e educação, mas com capacidade limitada. 

O plano de governo municipal também promete “construir local de acolhimento e proteção aos animais de rua” e ações de educação ambiental, o que, se saírem do papel, pode reduzir o abandono e melhorar o bem-estar animal. 


O que falta — e o que dá para fazer já


Publicar dados completos no SNIS (esgoto, drenagem, resíduos e água) e no portal da transparência local, com metas e indicadores trimestrais. 

Executar o PMSB (obra + operação) e integrar com o plano regional, priorizando esgoto e drenagem, hoje sem dados públicos. 

Detalhar o sistema de resíduos: rotas, frequência, pontos de transbordo/destino, e implementar coleta seletiva com inclusão de catadores. 

Programa contínuo de controle populacional de cães e gatos (castra móvel regional, convênios, campanhas) e estrutura municipal de acolhimento transitório com política de adoção responsável. 


Nota da redação

Esta reportagem utilizou dados públicos e documentos oficiais disponíveis online até 19/08/2025. Nos casos em que não existem dados municipais publicados (por exemplo, esgoto e drenagem), o texto registra explicitamente a ausência de informação oficial, que por si só é um problema de gestão e transparência. Se você possui documentos ou dados recentes sobre Itapebi (relatórios de operação, contratos, fotos de pontos críticos, rotas de coleta), envie para que a cobertura seja atualizada.

Jornalismo Esportivo

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